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Arrependimento, um passo antes da cura

O texto a seguir foi extraído do livro A Visão Celestina, de James Redfield, autor dos romances A Profecia Celestina, A Décima Profecia e O Segredo de Shambhala.

Na trilogia, Redfiel criou uma história hipnotizante (com linguagem fácil de ser absorvida) sobre algo que todos nós já vivenciamos: os eventos sincronísticos. Questiona sua existência, e (tenta) abrir nossos olhos para a percepção desses "encontros" (e desencontros). Porque isto aconteceu? Porque dessa forma? O que estou aprendendo com isso? 

É uma nova consciência espiritual. Uma expansão imensa sobre o que é a vida, nosso papel na Terra, uma nova visão sobre os sentimentos, como lidamos com eles e as relações humanas ou não.
Em A Visão Celestina, Redfield explica de forma teórica como utilizou a ciência, e tudo que foi descoberto através dela a fim de demonstrar com fatos científicos a sincronicidade e todos os seus desdobramentos.

Separei, em especial, esse capítulo do livro, porque lembra a experiência que tive com o xamanismo. Considero o trabalho com a ayahuasca também um renascimento. Há a dor e os prazeres da revisão da nossa vida, seguida da "morte" (perdão, gratidão, aceitação) e a luz do renascimento. Renascer para a verdadeira existência.
Boa leitura.


A Revisão da Vida

A Revisão da Vida é um dos aspectos mais fascinantes da experiência no limiar da morte. Em geral as pessoas relatam ter visto sua vida inteira passando diante dos seus olhos, não exatamente como um filme, mas como uma representação holográfica. Elas enxergam tudo em detalhes e têm a experiência de ver sua vida sob julgamento, não de outros, mas de si próprias. É como se a sua consciência tivesse se expandido e se unido a uma inteligência divina maior.


Nesse lugar de alto entendimento, os indivíduos no limiar da morte dizem que durante o processo de revisão compreendem as decisões erradas que tomaram e como poderiam ter lidado melhor com certas situações. A revisão é ao mesmo tempo intensamente dolorosa e extasiantemente alegre, dependendo do que estão vendo. Quando revêem um incidente onde magoaram alguém emocionalmente, elas sentem realmente a dor que a outra pessoa sentiu, como se estivessem dentro do corpo dela.


Inversamente, são capazes também de ver e sentir a alegria e o amor que criaram nas outras pessoas, tornando-se cada uma delas. Por causa dessa intensa e profunda empatia, a maioria das pessoas que passam por uma experiência no limiar da morte volta à vida fortemente determinada a não cometer os mesmos erros e a multiplicar a ajuda dos outros. Cada comentário, cada interação com um amigo ou uma criança, cada pensamento enviado ao mundo a respeito de alguém adquire agora um sentido maior, pois a pessoa sabe que cada um desses atos será um dia revivido e julgado.


Parece que em certo nível nós sempre soubemos dessa Revisão da Vida. Quem nunca ouviu falar em alguém comentar depois de um risco de morte: "Minha vida inteira passou diante dos meus olhos!"? Do mesmo modo, grande parte da literatura sagrada dedicada ao julgamento depois da morte aponta para algum tipo de Revisão da Vida. Hoje, no entanto, estamos trazendo os detalhes dessa experiência para o nível consciente. Somos julgados quando morremos, porém aparentemente não somos julgados por um deus vingativo, mas sim por uma consciência divina da qual fazemos parte.


Um resultado da disseminação dessas informações é que todos nós podemos diminuir o nosso ritmo e nos tornarmos mais cônscios do efeito dos nossos atos. Além disso, nos permite uma compreensão ainda maior do motivo por que deveríamos sempre exaltar conscientemente as outras pessoas. Podemos ainda cometer equívocos, mas agora podemos dar uma parada periódica para rever como vamos indo - na verdade, fazendo uma Revisão da Vida adiantada. Acredito que constataremos que é este o verdadeiro processo de arrependimento.




Auto-observar-se, autoconhecer-se, assumir os próprios defeitos e ser honesto consigo mesmo; deixar o que o ego diz/quer para ouvir a verdade que está aí dentro (e apenas VOCÊ pode reconhecer). Uma tarefa dificílima, que deve ser constante. Mas calma, esteja atento às sincronicidades: elas ajudarão nesse processo.

3 comentários:

Diego de Paula disse...

Ótimo texto.

Acho que vai ser muito difícil mergulhar consciente tão profundamente em mim mesmo; um pouco a cada dia, acredito que chego lá.


Obrigado Lívia

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Lívia da Estrella disse...

É difícil sim, Diego. Mas não é impossível.
Como disse, é um trabalho diário. Um policiamento. Recomendo a leitura dessa trilogia que postei. Me foi muito útil.

Felipe Alface disse...

Bela contribuição Lívia! Muito obrigado...
Graças a Ayahuasca também pude comprovar o FATO de que a morte do nosso eu exterior é o caminho para a vida feliz e harmonica, onde só a analise e mudança de todas as condutas negativas (que na maioria de nós humanos são muuuuitas)pode nos dar a Paz que ninguém rouba.

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TERRA

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Sintonize-se com o que foi perdido, volte no tempo e se coloque como filho da Terra. Não há mais tempo para viver em vão, temos que nos conectar com essa nova vibração em que o planeta está entrando ! Fale do amor, faça o amor, SINTA O AMOR !

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